Intervenção Fisioterapêutica na Síndrome Dolorosa Miofascial

Sindrome Dolorosa Miofascial

A SDM tem sido muito comum atualmente, é a causa mais frequente de dor e incapacidade de origem músculo-esquelética. Acomete estruturas do corpo humano como músculos e fáscias (tecido conectivo).Pesquisas revelam que as regiões mais acometidas são cervical, cintura escapular e lombar.

Muitos profissionais desconhecem essa condição clínica, pois o diagnóstico depende da história clínica e dos achados do exame físico. Muitas vezes essas dores são tratadas como bursites, tendinites, dores viscerais, não havendo melhora significativa.

Segundo Travell e Simons (1999), a SDM é definida como uma disfunção muscular regional que tem como características principais “sintomas sensórios, motores e autonômicos causados por um ponto gatilho miofascial, o músculo específico, ou grupo muscular que pode ser identificado”. E ainda apresenta  regiões sensíveis em bandas musculares contraturadas, tensas que produzem dor referida em áreas distantes ou adjacentes (WOLENS, 1998) apud Carvalho F.

Pontos gatilhos (trigger-points) são pontos hipersensíveis, acometendo um ou mais músculos, acompanhados de espasmo muscular, dolorimento, limitação de movimento e fraqueza. Tem a presença de banda tensa  à palpação, resposta contrátil e dor referida.


Pontos gatilhos podem ser ativos quando é um foco hiperirritável  com dor referida espontânea ou ao movimento.

Pontos gatilhos latentes não causa dor, mas pode tornar-se ativo por qualquer evento como trauma, estresse, gerando a dor referida.

Pontos satélites são pontos secundários, ou seja, são pontos menos dolorosos que estão em torno do ponto primário que se manifesta com mais intensidade.

Causas:

Microtaumatismos repetitivos que geram fadiga ou sobrecargas devido execução de atividade diária. Sobrecargas de músculos descondicionados (atletas de fim de semana), adoção de más posturas que também sobrecarregam a musculatura, traumas e estresse emocional.

Tratamento Fisioterápico:

O objetivo básico do tratamento é recuperar o movimento funcional do músculo e dos tecidos que o sustentam. A sensibilidade dos pontos gatilhos deve ser eliminada ou reduzida, que pode ser feito através de técnicas manuais. O tratamento pode ser dividido em três:

  1. Inativação do ponto gatilho
  2. Reabilitação muscular
  3. Remoção preventiva de fatores perpetuantes.

*Para inativação do ponto gatilho podemos utilizar a terapia manual através da pressão nos pontos, fricção profunda, liberação miofascial e alongamento muscular. Pode-se também utilizar o spray, que tem se mostrado efetivo, associado ao alongamento.

*Traçar um programa de reabilitação muscular com exercícios para fortalecimento;

*Trabalhar ganho de ADM;

*Conscientização corporal;

*Orientações das posturas em casa, no trabalho, no automóvel;

*RPG para reorganização postural;

*Outros recursos utilizados são compressas de calor para relaxamento, laser como antiinflamatório  reorganizando as fibras tensas, TENS como analgésico, hidroterapia e acupuntura.

É comprovado que o acompanhamento multidisciplinar do paciente tem grandes resultados, devido aos vários componentes envolvidos na doença. A equipe atua no estabelecimento do diagnóstico da dor, de suas etiologias, da gravidade do comprometimento músculo-esquelético e psicossocial e no planejamento dos programas de reabilitação, não apenas nos aspectos ergonômicos, como também psicossociais e emocionais.

Referências:

  • Dores músculo esqueléticas/ Sindrome dolorosa miofascial- Lin Tchia Yeng;
  • Avaliação objetiva da síndrome dolorosa miofascial: uso da termografia antes e após tratamento associando mesoterapia a bloqueio anestésico;
  • Síndrome Dolorosa Complexa Regional: Epidemiologia, Fisiopatologia, Manifestações Clínicas, Testes Diagnósticos e Propostas Terapêuticas.